Dakar 2018: como estão os brasileiros

Ao todo sete brasileiros largaram na 40ª Edição do Rally Dakar, Marcelo Medeiros de Quadriciclo, Jorge Wagenfuhr e Idali Bosse nos carros e duas duplas nos UTVs

12/01/2018 - 21:53:30

 

 

 

O maranhense Marcelo Medeiros passou por um grande susto na 4ª etapa do Rally Dakar 2018. O piloto fechou os 444 quilômetros nas dunas da cidade de San Juan de Marcona (Peru) em 13º lugar, com o tempo de 5h27min28s. Na classificação geral dos quadriciclos, também é 13º - ganhou 7 colocações nesta etapa –, com 16h16min39s.

 

Entre as altas montanhas de areia e os cascalhos, Marcelo Medeiros quase se acidentou nesta terça-feira (9/1). Pegou pela frente dois pilotos de moto perdidos, que levantaram muita poeira. Ao desviar deles, chocou-se com uma pedra. Feriu levemente a mão, mas continuou o rali.

 

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Foto: Divulgação

 

Medeiros ocupa atualmente a 11ª colocação nos quadriciclos, com um tempo acumulado de 23h21'20'' a 03h 34'11'' do líder o chileno Ignáciio Casale, após sofrer um penal de 02h01'00'' logo na primeira etapa do rally.

 

Brasileiros abandonam na categoria carros

 

Os brasileiros Jorge Wagenfuhr e Idali Bosse abandonaram o Rally Dakar 2018. A dupla, que disputava na categoria carros, teve ajuda externa para consertar o veículo na 3ª etapa e deixaram a competição - como prevê o regulamento.

 

Jorge e Idali tiveram muitas dificuldades desde o início da prova, dia 6. De início, tiveram problemas com o aquecimento do motor e foram obrigados a instalar um terceiro radiador. Além disso, escolheram pneus errados nas duas primeiras etapas. O carro ficava instável e acabaram atolando diversas vezes. Passaram praticamente um dia todo tirando o carro da areia. E dormiram ali mesmo, nas dunas.

 

 

Foto: Fotop

 

“Cavar, cavar, cavar. Nunca cavamos tanto em nossas vidas. Acredito que devemos ter descarregado mais de duas carretas de areia. Chegamos à exaustão. Mas olhávamos um para o outro e não desistíamos. Nosso macaco manual quebrou já na primeira”, contou Teta, em depoimento emocionado. “Fomos até onde aguentamos”, disse Idali, sobre o esforço, perseverança e a vontade de continuar no rali.

 

Na primeira e segunda etapas, 76º e 74º lugares, respectivamente. E, apesar do cansaço, pensamento positivo e energia para encarar os desafios que viriam pela frente.

 

Na 3ª etapa, pneus novos, com maior tração e equilíbrio para enfrentar as traiçoeiras dunas do Peru. Motor trabalhando bem. O medo das monstruosas dunas do Peru deu lugar à confiança. Ultrapassaram diversos veículos, muitos deles atolados pelo caminho.

 

Mas, a sorte não estava do lado dos brasileiros na estreia deles no Rally Dakar. “Caímos em uma duna que terminava em 0 e caímos uns seis metros. Quebrou o diferencial traseiro. Blocamos o carro e não saiu só com a tração dianteira. Ligamos por satélite e pedimos o diferencial. Conseguimos retirar o diferencial e quando a equipe chegou, trocamos”, descreve o piloto Teta.

 

“Informamos a organização que estávamos saindo da prova devido a ajuda externa que obtivemos”, completou o brasileiro.

 

“Aprendemos muito no mais difícil rali do mundo. Saímos com mais experiência de dunas, mas sempre respeitando, principalmente porque elas estão em constantes mudanças. De um dia para outro, mudam de lugar”, finalizou.

 

Agora, a dupla Teta/Ideli se prepara para mais um Rally dos Sertões, em agosto – largada em Goiânia (GO) e chegada em Fortaleza (CE), e outra participação no Dakar 2019.

 

 

Fonte / Informações: Vipcomm / Ricardo Ribeiro

 

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